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Presságios

28 de outubro de 2012

Posto aqui o convite para o debate com Daniel Lins na terça, dia 30/10, da série Presságios, no SESC de São José dos Campos. Horário 20h.  Todos convidados.

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  1. 1 de novembro de 2012 11:03 am

    Estive no último encontro sobre a morte realizado no SESC de São José dos Campos … Primeiramente parabéns … não apenas pelo encontro em si, mas por todo o trabalho realizado.
    Sobre as colocações do professor acerca do tema, fiquei com duas questões encalhadas:
    – O Professor colocou o caso dos índios do Canadá que conseguiram reaver suas terras após terem se formado para adquirir conhecimentos legais que possibilitasse a auto defesa. O que vejo aqui no entanto é que se uma cultura que a principio não quer ser dominada precisa sair de seu ambiente cultural e absorver o conhecimento do OUTRO para manter segura sua cultura, temos aqui um paradoxo. Como é possível que o contato do índio com o branco, que este caminho obrigatório para a autodefesa, não seja, antes, destrutiva do principio a ser defendido posteriormente?. Vejo aqui que a problemática não está necessariamente na segurança, ou na demarcação de terras, mas na legitimidade de uma OUTRA forma de malha social e cultural que não pode ser forçada a ” desfazer-se para se defender” … é preciso que nós paremos de atacar …

    — Outro ponto interessante foi as colocações acerca do “esquecimento da morte” … neste caso, (mais como uma reafirmação do que foi dito), penso que o mercado, enquanto jogo, nos leva a este esquecimento.
    Ao contrário do que superficialmente possa parecer, nossa relação com os jogos é muito menos operante. Agimos como funcionários que “tendem, ou projetam-se” no sentido de inscrever textos pré inscritos, culminando ao fim no gozo do jogo, e não do Ser / Agente.
    É o jogo quem inscreve a si mesmo na realidade, usando o jogador como ferramenta do sistema.
    Por esta visão, fica mais nítido entender de onde vem este esquecimento de morte, uma vez que se : para o mercado o que interessa é a pulsão do consumo… não o prazer em si que culmina sempre em “relaxamento e melancolia” , mas numa pulsão continua de consumo que tende a satisfazer a própria pulsão não à necessidades … não existe a morte, o sujeito só é sujeito se pode consumir, logo a morte, a ideia de morte, e o entendimento da mesma como instancia da vida, vai contra as leis do jogo. Sendo assim, é necessário para o mercado que estejamos sempre eufóricos e com “tesão de compra”…nunca satisfeitos… e sempre ocupados o suficiente para não notar que se a existência tem um fim, então o que temos no agora é sagrado …..

    Mais ou menos isso …. Grande Beijo e mais uma vez parabéns por todas as reflexões compartilhadas …

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