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CARTA EM APOIO AO MOVIMENTO PASSE LIVRE

14 de junho de 2013

CARTA EM APOIO AO MOVIMENTO PASSE LIVRE

E a todos aqueles que se uniram às manifestações do movimento nas grandes cidades do Brasil;

a todos os que, nas últimas manifestações, caminharam pelas ruas desejando uma São Paulo livre de violência;

a todos os que desejam uma cidade de São Paulo de livre trânsito, em que o direito de ir e vir seja garantido ética e politicamente,

banksy3

Gostaria de manifestar por meio desta carta o meu apoio ao Movimento Passe Livre e a todos os que com ele estão ligados por laços de respeito. Penso que o melhor modo de ver este movimento é olhar para o lugar ao qual ele aponta. Trata-se de um movimento pela liberdade e pela dignidade das pessoas usuárias de transporte público no contexto em que este mesmo transporte tornou-se aparelho ideológico do Estado e do Poder econômico e, deste modo, dispositivo de violência contra o povo. O transporte não tem servido a pessoas que dele fazem uso. Antes as pessoas é que tem sido instrumentalizadas e objetificadas pelo transporte manipulado pelos poderes vigentes.

Em última instância, o Movimento Passe Livre dirige-se, conscientemente ou não, à refundação do sentido da esfera pública cujo principal emblema é o lugar ao qual o movimento aponta: a rua.

As manifestações com as quais temos convivido nos últimos dias devem, portanto, nos fazer refletir sobre o sentido das ruas. Nas grandes cidades, as ruas foram transformadas em espaços proibidos. Quem, no contexto paulistano, não tem carro (ou não tem um grande carro), ou dinheiro para andar de táxi, quem anda de motocicleta, bicicleta ou a pé, ônibus, trem ou metrô, corre riscos de violência no trânsito, ele mesmo “organizado” para a humilhação de todos contra todos. Por outro lado, o transporte público foi raramente alvo de questionamento por parte da população que o utiliza segundo sua necessidade e sua capacidade de suportar o estado das coisas. A pergunta que o movimento nos coloca refere-se ao sentido do livre trânsito no espaço público. Não apenas de um trânsito em estado puro e simples, mas do trânsito para o trabalho e para a casa de quem mora nas partes mais marginais da cidade e é através de seu meio de transporte também marginalizado e aviltado: horas (2, 3, 4, 5 ou mais) dentro de ônibus, metrô e trem, pagando um valor que não corresponde ao seu salário em um mundo do trabalho cada vez menos protegido jurídica e socialmente. A escravidão parece ainda ser a regra que deve ser aceita e, caso não seja, a punição surge como força bruta policial. O Estado do salve-se-quem-puder não é o da dignidade humana.

O povo brasileiro, tantas vezes tachado de acomodado e manso por  ideólogos, ventríloquos de uma antropologia vulgar e inconsequente,  mostra-se, neste momento, muito forte, nada dócil e acomodado. Tenho a impressão que o velho sentimento de humilhação fomentado pelo sistema econômico e político e seus sacerdotes sempre prontos ao discurso, aos poucos transforma-se em sentimento e prática de revolta.

A Mídia tradicional é, neste momento, a noiva da Polícia no casamento patrocinado pelo Estado. A comida desta união festiva é o cadáver da democracia. O povo, que os discursos fascistas tratam como “burro” não parece estar disposto, desta vez, a comer o pasto oferecido como jantar. Enquanto meios de comunicação de massa optam pelo rebaixamento dos manifestantes a “baderneiros”, juntando-se à violência da Polícia, com a qual partilham o poder de reprimir e enganar pelo discurso/violência, precisamos olhar muito bem para entender o sentido da contraforça que surge nas ruas, do gesto dos jovens, dos estudantes que sempre nos mostram que sonhar com um mundo mais justo é um dever ético. As velhas gerações tem que aprender com as novas e, quem sabe, saindo para as ruas, possam superar o sono dogmático que as faz parecerem mortas.

A Mídia e a Polícia no estado em que se acham são a morte da democracia. E, no entanto, jornalistas e policiais, por burrice ou interesse, maldade ou desfaçatez, estão do lado errado. São vítimas que servem aos próprios algozes. Mas não pensemos que não possam ser diferentes.  Aquele que respeita o outro sempre sonha que ele possa aprender, mudar, se tornar mais inteligente. Tambem os policiais e os jornalistas – neste momento, alguns se mostram verdadeiros canalhas – também poderão acordar do pesadelo ao qual servem. Um básico esforço ético-político pode salvar alguma vida que ainda lhes reste.

Quando falamos em “esfera pública” estamos falando do sentido complexo do “político” enquanto ele foi achatado pela economia transformada em mera avareza, a do regime de exploração e dominação que chamamos de “capitalismo”. Este nome incomoda muita gente e não deve ser usado apenas para criar um “responsável” pela desgraça de uma condição humana – sempre muito abstrata quando se trata de soluções urgentes -, mas ao mesmo tempo, não podemos fingir que o estado do transporte “público” não reflete uma ideologia em que o povo é tratado como “rebanho”. Quem anda de metrô no horário do pico em São Paulo, sente que foi transformado em “gado” no grande matadouro do capitalismo que domina a cidade. Se o povo é inteligente, em algum momento pode incomodar-se com o modo como é tratado e manifestar-se com veemência contra este estado de coisas.

Quem poderá condenar a atitude daqueles que se indignam, que atire a primeira pedra.

Quem nunca disse em circunstância impressionantes: “como o povo não quebra tudo?” que atire a primeira pedra.

O Movimento Passe Livre, como qualquer outro movimento, tem portanto, muito a nos dizer. O movimento reivindica a tomada de posse do transporte público, o que, como qualquer reivindicação, é algo legítimo em uma democracia. A pergunta elementar precisa ser colocada: se as coisas não vão bem em escala social, devemos nos contentar, enquanto cidadãos, com o que nos é oferecido?

Os comentários acima, em que pese seu caráter de urgência, mostram o desejo de uma discussão mais essencial.  O debate precisa acontecer com intenção pacífica e respeitosa da parte de todos, mas isto precisa ser construído no sentido sugerido pelo movimento, nas mãos dos jovens portando flores contra armas policiais que não fazem ideia do que seja um diálogo real.

21 Comentários leave one →
  1. 14 de junho de 2013 7:25 pm

    Parabéns, Márcia. O texto fala sobre algo que muitas pessoas precisam compreender. Sinto um frio na barriga, esperançoso… querendo que as coisas não parem por aqui.

  2. David permalink
    14 de junho de 2013 8:03 pm

    Tudo bem, mas na Paulista não.
    Quanta gente passou mal dentro das âmbulåncias
    no maior corredor de hospitais do Brasil.
    E também não precisavam invadir o Shopping Paulista e quebrado tudo, inclusive o carro que estava exposto lá.
    Vamos mudar o local de protestos e o tema, né? Passagem 0,20 a mais !!!!! Vamos cortar o mal pela raiz. Protesto contra a roubalheira, que faz com que tudo aumente de preço, não só as passagens de ônibus. Quanto aos locaiis de manifestações, acho que deveriam ser em frente as assembléias legislativas, câmaras municipais e congresso nacional.
    Acho que aí, iríamos penalizar os grandes culpados pelos aumentos de preços e não o cidadão que tem seu comêrcio depredado,
    suas paredes pixadas, ambulâncias travadas, gente que trabalhou o dia todo chegando tarde em casa e a nós mesmos, quando depredamos os bens públicos.
    Se tivesse sido feito em frente a câmara dos deputados no Ibirapuera, eu juro que eu iria aderir e sem violència.

    • 14 de junho de 2013 8:12 pm

      Boa ideia a sua.

      • Carla permalink
        16 de junho de 2013 10:38 am

        Concordo plenamente com o David que as manifestações estão ocorrendo em locais equivocados, não só em SP, mas em todos os Estados em que elas estão acontecendo e concordo com a Márcia que a mídia tradicional tem servido mais como mau exemplo do que como ferramenta da democracia. A impressão que tenho é de que estamos dando tiro no próprio pé.

    • Italo permalink
      15 de junho de 2013 5:11 pm

      Parar a paulista para protesto nao pode! mas para desfile da parada gay pode? Nao sou contra o movimento dos direitos dos homosexuais, longe disso. Estou apenas contestando os fatos!

    • Maria permalink
      16 de junho de 2013 10:45 am

      Nenhum manifestante precisa da sua aprovação, só uma dica.

  3. 14 de junho de 2013 8:33 pm

    Marcia, você arrasa! Lindo texto lindo Blog!

  4. Mário permalink
    14 de junho de 2013 8:50 pm

    Eu sou estudante e tenho acompanhado o movimento por um valor justo para os transportes. Porém, o que vejo é o aumento de pessoas nessas passeatas e a desorganização sem conta, ou seja a coisa não está crescendo, está inchando!Não que eu seja a favor dessa robalheira vergonhosa, mas acho que os estudantes precisam exercitar a sua maturidade, onde, quando se apresenta uma movimentação de tal valor, possa se realizar com preparo: se prepare o exército em comunhão de ideias e propostas para que se marche sem se deixar margem para revoltas e despreparos imaturos que terminam alimentando a ânsia dos brutus e afetando a quem não tem culpa. Pois, com os policiais não se pode contar, e o que vemos ao longo dos tempos é a justificativa pelos erros dos mesmos e a impunidade sem conta, desta forma temos que nos armar com nossa capacidade de sermos maduros, optando pela melhor atitude, pelo melhor para todos e mostrarmos que somos capazes de superar a truculência daqueles que fazem de um revólver um motivo sempre novo para se justificar, já que nossa arma é a inteligência. E esta não pode ser jogada fora, nem tampouco desprezada, pois estamos num meio onde lidamos com ela, a exercitamos e, por tanto, devemos cumprir esse compromisso sério que a inteligência nos confere e de nós aguarda, senão estaremos fazendo a mesma coisa que fazem os truculentos, só que de forma e em nome diferente. Continuemos a luta, mas nos preparemos para vencer com elegância, sabedoria, esmero, não para alimentar o descaso e a agressão.

  5. Vovó Filomena permalink
    14 de junho de 2013 8:52 pm

    Proust dizia que mulher tem atração por homem fardado, vovó não tinha não, vovó tinha pelo Raul Seixas!

  6. 14 de junho de 2013 9:21 pm

    São Paulo já elegeu o Jânio, além de um senhor chamado Maluf, vulgo “não fui eu”. São Paulo elegeu o Eneas e -proeza das proezas- o Tiririca. São escolhas, apontam para uma filosofia, um modo operante malandro, esquivo nem sempre bem intencionado. Nós sabemos direitinho o que estamos fazendo com o nosso voto. E votamos nos caras que dos desprezam de modo continuado, evidente, completo. Fiquei emocionado com o fato de tanta gente – finalmente – parar de ficar reclamando desse governo-que-aí-está e dizer que não é assim que os paulistanos (o que inclui os motoristas de carros) querem as coisas. A truculência policial é dessas cenas para as quais não se pode dar uma nome. Não vou atirar primeira pedra em ninguém, mas digo sem maiores problemas que a atitude esteve errada sim. É fundamental que a voz de qualquer movimento, que o ato de qualquer pessoa seja equipado com a noção do certo e do equivocado. É certo reclamar, protestar, pressionar, fazer greve de fome ou torcer para o Paysandu. É errado quebrar vitrines. É errado queimar ônibus. É errado matar torcedores do time adversário. A imagem de um jovem mascarado, arremessando flores a mim assusta. Mostra o que não houve. Sugere como realizado algo que não foi feito. O que foi houve, o que foi feito e realizado foi o Jãnio, o Maluf, o Eneas e o Tiririca, o Requião, o Romário. Nós colocamos esses caras lá. No fundo, portanto, estamos protestando contra a estupidez de um Estado construído por nós.

  7. http:/ permalink
    14 de junho de 2013 10:15 pm

    Os donatários e plutocratas e sua guarda pretoriana não estão apenas no executivo e legislativo, ´Nem é para lá que vão de ônibus, trem, metrô, bicicleta, moto ou a pé os que usam o transporte coletivo de qualquer cidade, muito menos em São Paulo. vão vender a preço vil a força de trabalho para os que sobrevoam o caos de helicóptero, ou escapam no ar refrigerado de seu veículos dos horários de pico, essa minoria que ainda pensa ser dona da terra, das praias, dos mares e mesmo do ar. Viva o Paysandu e o São José de Porto Alegre. Joguem-se flores, sim, contra os meganhas de meio neurônio entorpecidos pelo falatório novelesco da imprensa grande e balofa.

  8. 14 de junho de 2013 10:21 pm

    CAMPANHA ‘COPA NO SOFÁ’.

    Se a população, como forma de protesto, não comparecer aos estádios de futebol durante a copa das confederações e a copa do mundo, ela conseguirá tudo o que quer do poder público. Não haverá balas de borracha, gás lacrimogênio, bombas de efeito moral e nem agressões praticadas pelos policiais.

  9. 14 de junho de 2013 11:33 pm

    Que texto bom!

  10. 15 de junho de 2013 12:26 am

    O texto é lindo, Todavia, o que se pergunta é nas grandes democracias, o passe é livre ? o passe é livre na Inglaterra ? é livre nos EUA ? na Alemanha ? e nas grandes ditaturas o passe é livre ? é livre na China ? na Albânia ? enfim essa é a pergunta que não quer calar.

    Se o movimento prosperar, e pode ser que prospere – quem pagará essa conta é a própria população.

  11. 15 de junho de 2013 12:50 am

    Márcia, você reconhece que o movimento Passe Livre age “conscientemente ou não…”. A inconsciência nos leva muitas vezes a atos bárbaros. Sou a favor de protestos , mas, que sejam realizados “conscientemente”.

  12. 15 de junho de 2013 6:25 am

    O que quer dizer esta frase: O movimento reivindica a tomada de posse do transporte público, o que, como qualquer reivindicação, é algo legítimo em uma democracia.

    Como assim?
    Tomada de posse!
    Quem deve tomar posse?

    A passagem de ônibus de Guarulhos é de 4,25 e não tem ninguém reivindicando nada!!!
    O que passa com as pessoas que se deslocam em Guarulhos?
    Elas estão tão satisfeitas que não se importam com o valor!
    Como disse o Mariel Fernandes estamos protestando contra a nossa própria estupidez e de forma estupidamente brutal!
    O ato de jogar flores é o mesmo que fazemos quando alguém esta sendo sepultado!
    Que morra a estupidez não o estado!

  13. Valter Abreu permalink
    15 de junho de 2013 10:29 am

    O que mais assusta as “otoridades” deste projeto de país, é que não existe ninguém por trás ou partido algum: somente uma parcela da população consciente e antenada, repleta de indignação pela corrupção, impunidade e o modo como são tratadas no caso de transportes públicos e saúde…
    Até hoje foi fácil para os vampiros que estão no poder, acusarem um aos outros, manipularem massas, agora como lidar com a LEGIÃO ANÔNIMA e apolítica?
    O que eu mais gosto destes protestos, sem vandalismo é claro:
    Estamos recebendo vários turistas para o espetáculo opiáceo do futebol,
    e a propaganda nazista do governo: somos auto suficientes em petróleo, pagamos toda a dívida externa, somos país de 1o. mundo agora, etc…
    Cai por terra, cai a ficha, mostra a verdadeira cara do país, do povo sofrido…
    O melhor mesmo além de mostrar a cara é ver que o povo está acordando…

  14. 16 de junho de 2013 8:45 pm

    Desculpe, mas não concordo com esta carta.
    Sou totalmente a favor de miniestações e protestos e acho que a questão do transporte público no Brasil (não apenas em São Paulo) é uma vergonha. A qualidade é baixa, a quantidade insuficiente e como tudo no Brasil: caro e péssimo. Também entendo que 20 centavos a mais num transporte horrível como este foi a gota d’água que faltava e resultou nestes protestos. No entanto, nada justifica o vandalismo. Há vândalos sim, infiltrados nestas manifestações que se aproveitam para extravasar suas frustrações que nada tem a ver com o protesto em questão. Quebrar shoppings, cabines da polícia, carros particulares, depredar patrimônio público e privado é crime e só coloca estes manifestantes no mesmo pé que um estado autoritário. Falam da truculência da polícia, mas e a dos manifestantes? Jogam pedras, quebram as ruas, invadem o cerco policial que está lá para proteger o patrimônio e querem que a polícia fique quieta apanhando? assistindo a destruição?
    Há abusos e muitos, mas não apenas por parte de policiais. Ficar passivo diante de tudo como é costume do povo brasileiro é escravidão, é compactuar com o autoritarismo do Estado, mas sair quebrando tudo em prol de uma manifestação também é. É claro que não são todos e nem a maioria que se aproveita destes momentos para causar vandalismo, a maioria está lá por legitima indignação, mas muitos se aproveitam disso apenas para expor sua animosidade e devem sim ser detidos e presos porque são bandidos e não manifestantes. Há partidos políticos que igualmente se aproveitam do movimento por questões escusas à verdadeira reivindicação. O que não se pode perder de vista é que o real objetivo deste movimento é gritar contra o abismo em que está indo este país, sendo guiado por um governo incompetente e autoritário direto para o retrocesso.
    Devemos ficar atentos para o próprio governo que assim como estes vândalos que se infiltraram nas manifestações, poderá usar esta causa para seus próprios interesses, desvirtuando o sentido de tudo (como transformar este movimento em uma mera manifestação contra a PM e tirar de foco o aumento das passagens, por exemplo) e isso é especialidade da nossa esquerda suja que nunca, em nenhum momento da história deste país realmente lutou pela democracia, mas para impor uma ditadura tão totalitária ou mais que a militar.

  15. Wilson Sorghon permalink
    19 de junho de 2013 12:50 am

    Acho que o povo até tem boa intenção, talvez inconsciente, ao se manifestar, porém está, tal qual quase sempre, sendo usado como massa de manobra por partidos políticos, sindicatos e outros. Muitos “protestantes” nunca andaram de “buzão”, tem seu carrinho financiado por 78 meses, pagando 9 vezes o valor real do produto “na boa” e tá se engajando, ajudando o povão, tadinhos, a viver melhor.
    É estranho nunca haver, salvos por heroicos inauditos, manifestação contra a violência gratuita, contra o domínio do crime organizado, contra as mps absurdas, contra a falta de liberdade de poder andar tranquilo à noite, contra os mensaleiros impunes, educação pífia, corrupção generalizada, etc.
    Se o pano tomar vida sem a mão por baixo, será ótimo. Infelizmente as pessoas não vêem essa mão e acreditam que isso não tem um interesse maior, que o “muppet” é real e que tudo é legítimo, apolítico. Isso é desconfortante e perigoso.
    Mesmo assim prefiro esse tipo de violência simbólica, que nos movimenta, a aquela que nos vegetaliza.Quem sabe por tanto chacoalhar, realmente acordemos.
    Para quem escreveu o manifesto, parabéns, belas palavras profissionais!

  16. Felipe permalink
    20 de junho de 2013 7:38 pm

    Aos ultrajados pelo trânsito resultante das manifestações:
    1. Manifestação pressupõe alguma dose de transtorno público;
    2. Trata-se de manifestação pela melhoria da mobilidade urbana.
    3. Em dias “normais”, São Paulo já tem 282 km de trânsito. Nesses dias vocês se revoltam com a situação das ambulâncias?

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