Skip to content

A inspeção aleatória ou como viver junto

11 de outubro de 2013

A inspeção aleatória, ou como viver junto

No Aeroporto de Florianópolis ao passar pelo detector de metal, o alarme acionou e fui avisada de que minha bagagem teria que ser inspecionada.

3998641003_88d6641958_z

Um homem de brancas luvas de plástico abriu minha bolsa e pegou minha garrafa de água, começou a mexer no meu estojo de canetas onde também carrego documentos e outras pequenas utilidades como clipes, apontador, lápis. Como ele pegou na mão a garrafa de água eu disse a ele que não poderia mais usá-la e sugeri, diretamente, que a jogasse fora. Ele me olhou perguntando “o que eu posso fazer?” enquanto eu tentava entender o que se passava e pensava no que responder e continuou inspecionando minha bolsa em busca de alguma coisa que eu não conseguia entender o que era.

Ele também não sabia o que era.

Em segundos, vendo que não se tratava de uma busca por algo, mas de uma busca em si mesma, e já bastante indignada com a reviração inútil, perguntei pelo por que daquilo tudo. Falei que já era suficiente o que ele tinha visto. Foi então que ele falou da inspeção aleatória. “Como assim?” continuei perguntando, “vocês não estão buscando nada?”, “do que se trata, afinal”? Enquanto ele continuava olhando a minha bolsa, um outro homem, mais jovem, veio e me disse que eram procedimentos da Infraero, que a inspeção aleatória acontecia a cada 20 passageiros. Até entendi, somos todos vítimas da burocracia. Mas ele continuava pegando as minhas coisas e aquilo me causava muito mal estar.

airport-security-detector1

Cada movimento das mãos enluvadas era a prática de algo como uma agressividade calma, um tipo de violência estranhamente modesta. Preocupada em perder meu vôo, falei novamente que já era suficiente. E ironicamente sugeri que se procurava algo olhasse também na mochila, que fizesse o serviço completo, mas cuidasse que poderia encontrar roupa íntima suja: calcinhas.

Verdade que, neste momento, eu não fui elegante. Talvez não fosse hora para ironia. A situação também não era respeitosa como em geral não é quando se fica “diante da lei”. Uma dor do tipo de uma indignação subia pela minha espinha e eu que sou uma pessoa acioanda verbalmente pela injustiça, tive que me controlar. A indignação é um afeto que conhece o caminho que vai da ofensa sentida à língua que revida. Talvez eu devesse ter ficado realmente muito quieta, mas a situação era absurda – como naqueles contos de Kafka que experimentamos na carne todos os dias – e era esse absurdo que incomodava.

Trecho de Na Colônica Penal de Kafka, por R. Crumb

Trecho de Na Colônica Penal de Kafka, por R. Crumb

Então, surpreendentemente, o homem abriu mesmo a mochila, começou a desfiar o carregador do computador e, enfiando a mão de luvas no fundo dela, chegou exatamente nas ditas calcinhas – coisas que pessoas como mulheres usam – pegou-as na mão e as olhou. Eu não acreditei, me assustei, falei alto, meio chocada. Pensava em como era possível que ele fizesse uma coisa dessas. Falei que parasse com aquilo. O outro veio em sua defesa e disse “você autorizou. Você disse para ele abrir a mochila”. Eu que não percebi que tinha autorizado coisa alguma, só puder dizer imeditamente na intenção de acabar com a loucura: “então eu desautorizo”. Descobri que eu estava mandado nos seguranças. Mas claro que não era isso.

Ele fechou minha bolsa e me falou que eu não poderia embarcar. “Por quê?” Perguntei. Por que a senhora não autorizou a inspeção aleatória. Mas eu autorizei, respondi confusa. Então, percebendo que havia um problema, falei imediatamente que autorizava, de fato, mas não a mexer nas minhas intimidades. Ele mandou alguém chamar a Polícia Federal, disse que eles estavam cumprindo as regras da Infraero e eu estava criando problemas.

Eu que não suporto autoritarismo nenhum, engoli em seco. Pois a humilhação estava em cena e esse era o jogo. E, no jogo, a culpa pelo “problema, entendi logo, era minha. E a culpa também residia em que eu era culpada de não autorizar que mexessem nas minhas coisas. E que, em não autorizando, eu era a culpada de não voar, a culpada pela minha própria desgraça naquele momento. Com medo, porque é de se ter medo nessas horas, medo de tudo o que pode acontecer caso você seja preso, eu disse que autorizava de uma vez por todas já que ele não iria me deixar embarcar. Eu sabia, obviamente, que estava sendo obrigada a autorizar, do contrário eu seria punida. A contradição era óbvia.

Na minha cabeça de filósofa, uma autorização não pode ser obrigatória e nem penalizada, mas aceitei para evitar algo pior. Ele continuou afirmando que eram regras da Infraero, e perguntou se eu queria que viesse uma mulher fazer a inspeção aleatória. Achei que era uma solução mais razoável e aceitei meio estarrecida. Aceitei, vá lá…

Então, a moça veio, bastante quieta pondo luvas pretas em vez de brancas, ciente de que ela também tinha uma regra a cumprir. Imaginei que ela seria gentil, e realmente parecia tentar ser. Usava como seu colega aquela agressividade calma, a violência modesta que aprendeu na repartição, mas tudo bem, eu suportaria. No entanto, o mal estar continuava, aquele mal estar que é fruto da humilhação vivida e que, mesmo quando a gente tenta ser forte, fica cutucando no fundo do peito. A mulher mexia na minha mochila, enfiava o braço lá no fundo, não sei por que, mas pelo menos não desfiou meu fio de computador, nem tocou nas minhas calcinhas para lavar. Mas quando passou para a bolsa, ela encontrou o que o outro não tinha encontrado, os livros, e apalpou-os, abriu um deles e, sem curiosidade nenhuma, passou a mão como fazem os agentes de segurança – sejam policiais ou não – em torno de um corpo à procura de uma arma.

Parece uma ironia, mas o livro que a moça da segurança tocou como se dentro dele tivesse uma arma escondida para uma fuga de um presídio, chama-se “Como viver junto”. É um livro que me acompanha há dez anos, desde 2003 quando foi publicado no Brasil pela Martins Fontes. No meu exemplar há muitos desenhos da Maria Luiza de quando ela tinha 6 anos. Eu sempre deixei a Maria Luiza desenhar nos meus livros, porque queria que ela soubesse que os livros são lugares para a gente ser feliz.

ArquivoExibir.aspx

 

 

Por fim, eu voltava da Feira do Livro de Criciúma, onde conversei com as pessoas sobre como “fazemos filosofia com as pessoas” e não “para as pessoas” e de como a “literatura é uma viagem vertical para dentro de nós mesmos”, de “como nos salva de todo autoritatismo” e vários outros assuntos ético-políticos desses que tem algo para melhorar o nosso mundo. Era uma conversa bonita com os habitantes de Criciúma que estavam na linda praça onde acontecia a feira, com o Carlos Henrique Schroeder que fazia a generosa mediação. Uns minutos antes eu tinha conversado com um repórter simpático que me pediu uma frase do tipo “bem forte” para colocar na matéria. Eu disse: “Existem dois tipos de analfabetismo, o dos livros e o políticos. Os dois alimentam um ao outro, mas podemos combater um combatendo o outro. Esse é o nosso desafio.”

Eu realmente acredito nisso, apesar de todas as questões que possa levantar sobre isso. Quem anda pelo Brasil criando espaços literários e de leitura é sempre um militante da leitura, um militante do melhor tipo de política, aquela que se cria no íntimo de cada um, aquela que permite criar meu espaço em mim mesma. Mas mesmo esse militante do livro, da leitura e da literatura pode ser preso diante da porta da lei pelos sacerdotes do fascismo cotidiano e ficar sem saída. Chorar a humilhação ferida, ou seguir lutando, eis o nosso desafio.

O texto é sempre o novo passo na marcha que não tem fim.

19 Comentários leave one →
  1. 11 de outubro de 2013 11:22 pm

    Puxa, Márcia. A marcha realmente não tem fim. E acho que a luta, a militância pela liberdade está mais necessária do que nunca nesse país (ou da mesma forma que no regime militar). Acabei de publicar um texto no meu blog sobre “O terrorismo de Estado e a reinvenção do AI 5”, que faz uma breve análise das notícias veiculadas na imprensa essa semana, as prisões políticas que estão acontecendo no Rio e o projeto de lei que define o crime de terrorismo na copa do mundo. Segue o link, acaso queiras acessar: http://sallysatler.blogspot.com.br/2013/10/o-terrorismo-de-estado-e-reinvencao-do_11.html

  2. 11 de outubro de 2013 11:24 pm

    Puxa, Márcia. A marcha realmente não tem fim. E acho que a luta, a militância pela liberdade está mais necessária do que nunca nesse país (ou da mesma forma que no regime militar). Acabei de publicar um texto no meu blog sobre “O terrorismo de Estado e a reinvenção do AI 5″, que faz uma breve análise das notícias veiculadas na imprensa essa semana, as prisões políticas que estão acontecendo no Rio e o projeto de lei que define o crime de terrorismo na copa do mundo. Segue o link, acaso queiras acessar: http://sallysatler.blogspot.com.br/2013/10/o-terrorismo-de-estado-e-reinvencao-do_11.html

  3. 12 de outubro de 2013 12:32 am

    Que triste tudo isto.
    Caminhamos para uma sociedade de controle?
    Mas não vamos desistir, não é Marcia? Insistir é o nosso mantra.

  4. Paulo Ferreira permalink
    12 de outubro de 2013 3:56 am

    Maquiavel dixit -e cito de chute!: se vc não sabe quem são seus inimigos, endureça com todos. C’est lá vie hoje em dia. Um sábio da PF um dia sacou o 38 porque eu me recusava a sacar o cinto, aquele da calças. Sábia e triste lição de como viver junto… Bosta!

  5. Bruno permalink
    12 de outubro de 2013 5:34 am

    Dá raiva mesmo. Existe um limite tênue entre cuidado e controle. Talvez eles tivessem em busca de uma filosofa terrorista. rs

  6. Celso Galhardo Monteiro permalink
    12 de outubro de 2013 5:39 am

    Bom dia Márcia. Fantástico seu texto. Como sempre. Mais uma situação onde a micropolitica do poder e da violência institucional plenamente legalizada em nossa sociedade,

  7. Hildegard Helga Hennings Hack permalink
    12 de outubro de 2013 8:27 am

    Cuidar pra nao ser o vigesimo passageiro! Rsrsrsrsrss. Inacreditavel, isso! Muito bem escrito, Marcia, como sempre.

  8. 12 de outubro de 2013 10:39 am

    Eu vinha de Recife, peguei um voo que fazia Alemanha-Brasil, avião ficou 2 horas parado para inspeção da ANVISA por problema de Dengue, um calor de cão, desci em Guarulhos, o maior mico, eu com uma maleta apenas, o sujeito me apontou para fila dos que seriam vistoriados, tentei explicar que vinha de Recife, Não importa, o senhor pode trazer qualquer tranqueira de outro, foi o que me disse. Daí o hilário, abri o zíper da parte lateral da pasta, tinha uma cueca úmida, o sujeito pegou aquilo com cara de quem comeu M!, O senhor está brincando comigo?, Não, respondi, apenas cumpro ordens. O senhor suma daqui antes que o prenda. Conto para dar uma ideia: aos homens, levem sempre uma cueca úmida; às mulheres, que tal um sempre livre usado? Evita dores de cabeça…

  9. 12 de outubro de 2013 1:00 pm

    Márcia, lembrei do Carlos Herculano com sua poltrona 27. Como você disse que dos dois analfabetismos um pode ser combatido pelo outro e penso que os livros tem mais chances, vai uma sugestão de título e inspiração para um próximo livro “T – Vigésima letra – Vigésimo passageiro”.

  10. Carla permalink
    12 de outubro de 2013 4:08 pm

    Até concordo contigo que é constrangedor passar por uma situação destas, mas não concordo com a questão de se utilizar da ironia para demonstrar a tua insatisfação. Atendo ao público e passo por situações em que o cliente quer fazer valer a sua vontade, independente de querer saber como as coisas funcionam nos bastidores e qual a necessidade delas. Outro dia passei por algo semelhante, mas no caso, eu sofrendo o constrangimento, ou seja, cliente querendo determinar como um funcionário deve proceder. Trabalho em um grande banco e duas vezes por dia, com horário determinado, fazemos o recolhimento de envelopes das máquinas para encaminhá-los, por carro forte, para serem processados em local distante da agência. Temos que parar cada máquina e retirar os envelopes na parte traseira. Após ter retirado de todas as máquinas, faltando uma única, pois aguardava a cliente se utilizar do terminal para poder interceder, resolvi então bloquear a mesma para o procedimento. Daí um senhor que aguardava na fila começou em voz alta a me abordar, dizendo que não poderia fazer aquilo, pois deveria esperar a minha vez, que eu estava querendo “adiantar” o meu serviço. Ele então disse que ligaria para a Superintendência Regional e que eu seria muito prejudicada. Tentei explicar ao senhor que aquele procedimento era necessário, mas resistente a qualquer explicação, insistia em dizer que não era aquela forma que eu deveria proceder, mesmo sendo funcionária. Tudo bem, deixei para lá. Ele não satisfeito, veio por trás me abordando e com tom de voz alta, determinou que olhasse e me apresentou a carteira de juiz, provavelmente com intenção de me intimidar e de passar a ideia de que a vontade dele é que tem de prevalecer por ele ser “juiz”. Entendi isso como abuso de poder. Continuei calada, pois no calor da situação, as palavras podem ser mal entendidas e levar para outra seara que não tem nada a ver com o assunto principal. A única coisa que me veio à cabeça na hora foi lhe dizer: “o senhor é o máximo” e entrei de volta a agência. A prepotência e o fascismo podem estar dos dois lados: tanto do funcionário como dos clientes, mas as pessoas devem lembrar que somos todos um e que nesta vida podemos estar dos dois lados da mesma moeda. A tendência é que cada vez mais as pessoas desejem fazer valer a sua vontade, mas mais do que nunca, é preciso trabalhar a compreensão e a empatia, pois em um mundo com cada vez mais pessoas estaremos vivendo em uma torre de Babel. Realmente, tá complicado viver junto. Quanto mais gente no mundo, pior. Infelizmente.

  11. 12 de outubro de 2013 9:32 pm

    Sinto muito pelo seu mau estar.

  12. 13 de outubro de 2013 11:01 am

    Encantos e desencantos – C’est la vie. Fiquei curiosa pela leitura do livro “Como viver junto”. Quem é o(a) autor(a)?

  13. SIEGFRIED FUCHS permalink
    14 de outubro de 2013 3:25 am

    A crise de segurança advinda da situação mundial é mesmo uma coisa. Além disto, o texto é lindo. Se não mudamos nada muda. O fim de todas as coisas é a pessoa, a sua realização como pessoa e a sociedade deve garantir que isto possa acontecer.
    Fiquei ate estremecido com este texto.

  14. SIEGFRIED FUCHS permalink
    15 de outubro de 2013 1:54 am

    É mesmo, tem esse filme sobre a Hanna Arendt, quando der, se der, vou ver.
    Quero aproveitar pra dizer… minha mãe leu muitos romances a vida toda. Tb tem isto. De quase tudo. Romance e poesia.
    E sobre a postagem acima, quero completar dizendo que o estado tem a função de garantir que a sociedade funcione bem e que o indivíduo se realize. O estado é um instrumento, apenas.
    Valeu!

  15. SIEGFRIED FUCHS permalink
    15 de outubro de 2013 4:17 am

    Uma homenagem à minha mãe de alguém que já foi criança.

  16. cristina silveira permalink
    21 de outubro de 2013 3:21 pm

    Até compreendo sua indignação quanto ao procedimento realizado no aeroporto mencionado, sou uma dessas moças que usa a tal luva preta ou branca para ” fuçar” a bolsa ou bagagens de passageiros, em poucos meses de trabalho fiquei estarecida e confeço que ate com medo doque as pessoas mal intencionadas podem e tentam fazer em uma simples viagem aerea, infelismente algumas pessoas mal informadas acreditam que fazemos nosso trabalho por diversão, pois tudo é burocracia ou causa contrangimento, a vez que recebo treinamento sou obrigada e ver filmes ,depoimentos sobre atentados como a das torres gemeas e outras ocorridas aqui no brasil, que infelismente não é de conhecimento de todos, e é por isso que eu e milhares de APAC-agentes de proteção da aviação civil subordinados a Policia Federal, não nos importamos se nosso trabalho causa contrantimentos, pois maior contrangimento para todos nos é saber que falhamos em nosso trabalho e centenas de pessoas perderam suas vidas ,causando sofrimentos para seus familiares.

  17. Danilo Henrique permalink
    21 de outubro de 2013 4:51 pm

    Que tipo de procedimento se espera de uma autoridade? Que tipo de comportamento se espera de um infrator?

    “-Boa tarde senhor policial, estou carregando 10kg de haxixe na minha bolsa, não é preciso me inspecionar, pode me levar preso!”

    Marcia, vc não tem nada, absolutamente nada que te prove isenta. Nada!

    Poderia ser filosofa, engenheira, psicologa, prostituta, o papa, a rainha da Inglaterra, quem quer que seja não te isenta a probabilidade de no meio da sua calcinha ter um papelote!

    Cabe nesta esfera a conduta da autoridade, e na esfera privada a obediência!

    Sabemos o quão constrangedor é a inspeção, o quão incômodo é o “protocolo”, mas a vida em comunidade exige alguns constrangimentos.

    As normas sociais são determinadas por direitos e deveres, na correta proporção e medida, para que possamos viver bem. E a esses deveres nos cabe muitas vezes o constrangimento, o incomodo, a averiguação do Estado

    Toleramos (sim, com a arrogância toda que carrega a palavra tolerar) pequenos inconvenientes para uma vida melhor.

    Se a mão do segurança tivesse ido no que vai dentro de sua calcinha, seria inadmissível, uma violência intolerável, um insulto a tua dignidade, passível de toda a pena do mundo.

    Mas teu corpo não foi violado! Nem fora e nem dentro do avião!

    Oxalá alguém tivesse inspecionado certas cuecas no 11 de setembro em 2001 e talvez não tivéssemos a tragédia que culminou em uma guerra!

    Mas isso pertence as suposições e não se baseia pensamento em suposições, mas sim em certezas!

    Certezas que se obtém por análises, seja da sociedade, seja do indivíduo! Seja do comportamento, seja da sua calcinha suja. Seja do infrator, seja do cidadão inocente

    Podem olhar minhas cuecas é incômodo, mas é o preço que pagamos para voar seguros, Podem investigar todas elas, nada há de comprometedor, e ainda por cima estão limpas…

    • 22 de outubro de 2013 8:29 pm

      O 11 de setembro ocorreu em um país que aplica intolerância -10, desrespeitando todos os direitos civis, de americanos e estrangeiros, e aconteceu… Amigo, seu currículo é muito bom para países que vivem em regime de exceção.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: